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22
Fev21

O Caminho das Estrelas

Joana C. C. Messias

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O nome deste percurso é conhecido de muitos, afinal de contas as suas origens remontam à Idade Média, quando as grandes viagens demoravam vários dias, semanas, meses e a perseverança era a grande aliada de qualquer um que decidisse fazer-se à estrada.

Longe do conforto proporcionado pela vida de hoje, muitas das vezes o percurso incluía vários incómodos: o tempo, a pernoita, as informações sobre as direções a seguir. Embora, a partir do século XII, tenha surgido aquele que é considerado o primeiro guia de viagens - o Código Calistino.  

Nos tempos de hoje, dos vários livros sobre o caminho, aquele que surge entre os primeiros, é o de Paulo Coelho, O Diário de um Mago.

Nele, Paulo Coelho relata a sua viagem pelos 800 km, que percorrem o Caminho Francês de Santiago. Inicia o seu "Camino", no ponto onde várias rotas se encontram - Saint Jean Pied Port até Santiago de Compostela, mostra-nos os diferentes cenários, do norte de Espanha, impelindo a fazermo-nos à estrada. Contudo, das várias etapas do caminho, relata a verdadeira viagem que o percurso suscita: a interior. No caso de Paulo Coelho, a busca do contacto com uma sabedoria ancestral, com tradições, que o integram numa ordem. Ao longo do caminho,  são vários os exercícios que lhe são propostos e que lhe permitem percorrer e conhecer, gradativamente, o seu próprio caminho. 

Afinal, é esse o verdadeiro propósito de todos os que decidem olhar e seguir as estrelas.

Dentre as grandes sensações da minha vida, não posso me esquecer daquela primeira noite no Caminho de Santiago. Fazia frio, apesar do verão (...) Olhei para o céu e a Via Láctea se estendia sobre mim, mostrando o imenso caminho que devíamos cruzar. Outrora, esta imensidão me daria uma grande angústia, um medo terrível de que não seria capaz de conseguir, de que era pequeno demais para isto. Mas hoje eu era uma semente e tinha nascido de novo. Tinha descoberto que, apesar do conforto da terra e do sono que eu dormia, era muito mais bela a vida lá em cima. E eu podia nascer sempre quantas vezes quisesse, até que meus braços fossem suficientemente grandes para poder abraçar a terra de onde eu tinha vindo.

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